Era uma quinta-feira qualquer, dessas em que o relógio insiste em marcar 14h, mesmo quando a gente ainda sente que o dia mal começou. Mas aquela quinta, 12 de março de 2025, prometia ser diferente.
Não pelo sol — que em Curitiba costuma brincar de esconde-esconde — mas por um daqueles encontros que só o movimento sindical sabe convocar: a Assembleia Geral Extraordinária dos trabalhadores da BB Tecnologia e Serviços no Paraná.
E ela seria virtual. Ah, a vida moderna…
Do chão da fábrica aos servidores na nuvem, agora até a luta se conecta por Teams, com microfone no mudo e câmera desligada. Mas, mesmo assim, a história insiste em nos reunir — porque tem coisas que não dá pra deixar pra depois.
Dizem que PLR não cai do céu.
E não cai mesmo.
Cai da união, da conversa, da pressão bem feita, do debate firme. E justamente por isso, naquela tarde, todos seriam chamados a opinar sobre a proposta de distribuição da PLR 2025. Uma discussão daquelas que mexem no bolso, mas também mexem na dignidade.
Na pauta, além da velha disputa entre “o que a empresa quer” e “o que o trabalhador merece”, ainda havia espaço para algo mais vivo: a construção da pré-pauta, onde cada sugestão vira semente.
Porque sindicato é isso: lugar onde ideia vira reivindicação, reivindicação vira pauta, e pauta vira negociação.
Falando em negociação…
Também estava lá o compromisso de aprovar a pauta que ditará os rumos do ACT 2026/2027 — o futuro do trabalho, da carreira, dos direitos que precisam ser defendidos todo santo ano. Um futuro que não se escreve sozinho; precisa de mãos, vozes e votos.
E como todo bom encontro sindical, havia aquele ponto misterioso e democrático chamado “Demais assuntos”, que sempre guarda histórias, preocupações e até algumas surpresas.
A assembleia seria virtual, é verdade.
Mas o espírito dela — esse segue presencial.
Presente na tela, presente no fone, presente no coração de cada trabalhador que sabe que só há conquistas quando a categoria se reconhece como categoria.
E assim, entre notificações, café, planilhas abertas e o som de fundo da cidade, o SINDPD-PR fazia o chamado:
— Companheiras e companheiros, é hora de participar. É hora de decidir. É hora de construir juntos.
Porque quinta-feira à tarde nunca é só quinta-feira à tarde quando tem assembleia no caminho.

